terça-feira, 10 de março de 2015

O que te imaginas a fazer daqui a 5 anos?

É uma pergunta que tem perseguido a minha vida nas últimas semanas, mas ainda não sei bem porquê, mas não me parece que haja resposta certa ou errada. Existem sim, desejos, esperanças e inseguranças. 
"Bem, daqui a 5 anos, na vida pessoal, imagino que já não esteja a viver com os meus pais. Talvez a viver com o meu namorado, possivelmente até começar a constituir família." 
Isto é um cenário, visto que não estou a considerar a variável de não ter um emprego que me dê um salário permitindo-me ter esta vida... 
"Profissionalmente, imagino-me a trabalhar numa área que realmente gosto e vejo continuidade. Imagino-me num emprego para a vida, ou pelo menos que me permita crescer. Imagino que já não viva neste stress de ter que enviar CV's a cada 6 meses ou 1 ano." 
Esta resposta é um pouco mais ambiciosa! 
"Bem, daqui a 5 anos... Tenho 28 anos..." 
Ainda sou tão nova, mas é uma pergunta que não quer calar!
Daqui a 5 anos imagino-me a ser feliz, imagino muita coisa, a imaginação é tão fértil. Mas difícil é imaginar, fácil é enunciar o que eu quero daqui a 5 anos:

Quero ter um trabalho que me dê segurança.
Quero ter a minha independência e não depender dos meus pais para nada (Ajudá-los até, visto que fizeram tanto por mim nos últimos 23 anos).
Quero ter a minha casa e o meu carro.
Quero poder viajar pelo menos uma vez por ano.
Quero ter  animal de estimação.

A lista é interminável!


Sou jovem, e sinto que às vezes posso não ter a noção da realidade, por mais experiência que tenha. Mas acredito que vem tudo do "Querer", depois só basta Conseguir!

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Dinâmica de Grupo

A minha ausência tem uma explicação! O mês de fevereiro trouxe-me muitas entrevistas, bom sinal seria de esperar... Não vou ser negativa e vou explicar. 

Entre o meu trabalho e as entrevistas que me são agendadas, tenho andado bastante, de um lado para o outro, na cidade de Lisboa. É cansativo, mas temos que estar sempre a andar para chegarmos onde queremos. Sigo este mote à regra!

Tive entrevistas que me desiludiram... É engraçado como há tantas ofertas no mercado para trabalhar enquanto comercial de algo, eu já podia ser comercial de eletrodomésticos, de uma operadora de serviço TV, Net e Voz, até mesmo para se fazer caridade há comerciais... Impressionante não?! A realidade é que não quero nada disso para mim.

Por outro lado tive entrevistas em locais muito bons, uma agência de marketing, um departamento de marketing digital numa empresa... Só que eu não vivo do ar, debato-me muito com estes estágios não remunerados durante x meses. Ainda assim, decidi esticar mais a corda e continuo a arriscar.

Algumas entrevistas eu tive que recusar, algumas não me consideraram a candidata ideal. A vida é feita de sins e nãos, mas e lidar com isso? Por vezes a minha confiança leva uma chapada de luva branca de tal choque que não é fácil recuperar.

Mas... E há sempre um mas, continuo ativamente à procura de emprego, mesmo trabalhando, sempre à procura de melhor! Isto para vos dizer que tive a melhor dinâmica de grupo de sempre! Estou muito entusiasmada! Nota-se? :)

Nada melhor que juntar 4 recém-licenciadas para debaterem entre si uma questão de Marketing. Foi lindo! Hoje senti-me no meu meio, senti-me POSITIVA, e que quero muito fazer disto vida! Hoje tive uma ótima entrevista!






Wish me luck!

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pssstt... Novidades de Fevereiro!

Na semana passada era semana de entrevista, mas esta semana sim, é semana de entrevistas!

Vamos então ver as opções no mercado.

A minha chefe colocou uma proposta na mesa:
"Patrícia, estamos todos a dar-nos bem, integras-te bem com a equipa... Tenho aqui um estágio pelo IEFP, remunerado durante 9 meses, depois disso, possivelmente faremos um contrato." 

WOW!!! Eu já estava à espera, ainda assim precisava de pensar. Chateei os meus amigos mais próximos para me ajudarem a tomar uma decisão. "Aceito, ou não aceito o estágio?"

Tantas variáveis...

"Só podes estagiar pelo IEFP por cada grau académico que tens!"
"Só podes fazer o estágio até aos 30 anos."

Por outro lado...

"Tens um salário fixo durante 9 meses!"
"Vais conseguir poupar ainda mais dinheiro para o carro."
"Vais poder poupar para tirares o mestrado!"

Houve uma variável que prevaleceu: Pode ser um desperdício de estágio, não aprenderia nada de novo, pior... Estagnaria no Marketing! Existe aquela expressão, "Parar é morrer", acho que estagiar enquanto assistente, por mais que o nome do estágio seja em Relações Públicas e Marketing, seria a morte do meu artista interior.

Recusei a proposta!

Agora, tenho mais duas entrevistas esta semana. Cruzem os dedos e desejem-me sorte! :) 

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sábado, 31 de janeiro de 2015

O Metro numa semana

Todos os dias, sou levada ao escritório pelo Metropolitano de Lisboa. De um lado para o outro, de linha em linha, de carruagem em carruagem, lá vou eu para uma semana de trabalho.


À segunda-feira, para mim o pior dia da semana, sou aquela miúda que encontram no metro, e das duas uma, ou vou a dormir, ou encarno um autentico zombie. Chego ao escritório de manhã com uma cara muito pouco amigável.
"Então Patrícia, como foi o fim de semana?"
Secamente respondo:
"Foi bom."

Os meus fins de semana são ótimos, mas à segunda-feira sou tão infeliz por já não ser fim de semana... Tenho que resolver isto! Acredito veemente que o fim de semana deveria ter três dias... Que sonho! Um dia...

A quarta-feira já altera o meu sentido de humor, vou no metro e parece que todas as pessoas têm sorrisos de orelha a orelha, feitos de arco-íris. Não me sai da cabeça - mais dois dias e é fim de semana! Uau! Isto é viver em constante antecipação não?!
Muito mais desperta, já a ganhar o ritmo já vou atenta. Conversas alheias, pessoas com um calçado estranho, apercebi-me também de uma rapariga que estava a ter um ataque de asma, ofereci-lhe ajuda, ela tinha a bomba, acredito que esteja bem! Ao fundo ouve-se:
"Tenha a boa vontade de me auxiliar.

Tenha a boa vontade de me auxiliar."
Já os conheço a todos, são tão poucos os que oferecem uma moedinha. Confesso que também não dou moedinha...

É sexta-feira! Este sim, é o melhor dia da semana.
Começo às seis e pouco da manhã, vou para o ginásio, faço o meu treino, vou para o metro acompanhada do meu saco do ginásio. Juntos somos uns gordos!!!
Neste dia, quem tem um sorriso rasgado sou eu! O resto das pessoas, eu já as vejo com um ar carrancudo, e cansado. Algumas dessas pessoas ficam com este ar depois de eu, juntamente com o meu saco, gordos como tudo, esbarrarmos contra elas.

"Peço desculpa!"

Alguns não ligam, alguns sorriem incomodamente, alguns permanecem carrancudos... É sexta-feira, as pessoas estão cansadas de um longo dia de semana, mas... O fim de semana está aí à porta!!!




O Calçado estranho que mencionei!
Terminei a minha sexta-feira com um cinema com as amigas, A Teoria de Tudo. Recomendo vivamente!


* Bom fim de semana *

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A Oficiosa!

Bem... Por onde começar?! Segunda-feira! Um novo dia, uma nova semana, baterias "carregadíssimas", energia a transbordar...

Mas como nem tudo corre bem neste mundo, esta segunda-feira também não é exceção. Em menos de uma hora do meu dia de trabalho, surge A Oficiosa. Oficiosos são pessoas a quem o estado atribui advogados por não terem possibilidades financeiras para pagar um advogado, pelo que obtêm os serviços do escritório de advogados que lhes é atribuído completamente gratuito, responsabilidade social portanto...

Pois bem, não sou advogada, mas esta Oficiosa bem teve o seu jeitinho de me enervar durante o dia. Eu, Patrícia, querida, disponível, simpática a querer ajudar:
"Senhora oficiosa, eu fiz tudo o que podia, nada mais posso fazer."
Condescendentemente, a Oficiosa:
"Mas Dra. Patrícia, a minha vida está pendente por causa disto, isto é inadmissível!!!"
Durante toda uma manhã, a Senhora Oficiosa, ligou incessantemente para o nosso escritório. Eu, calma e ponderada... Perdi a postura! Então tanto da minha parte como do próprio escritório, o trabalho estava feito e bem feito, mas a Senhora Oficiosa insistia que não.

Chegamos ao fim de um dia em que o problema da Senhora Oficiosa nunca tinha sido um problema. O problema era sim, a sua educação e também a falta de rigor, sim, porque foi-lhe dito 1000 vezes que a questão dela estava resolvida. A Senhora Oficiosa estava e sempre esteve errada, mas somente ao final do dia o percebeu. Gritara sem fundamento. Nem um único pedido de desculpas nem um:
"Obrigada por solucionar todos os meus problemas, obrigada por trabalharem gratuitamente para me ajudar!" 
Nada!

Chorar ou rir? Bem, vou-me rir que ainda faltam 4 dias para o final da semana!



P.S.: Esta semana, é semana de entrevista! 
Wish me luck!


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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Referências, Recomendações e Cunhas

Desde o início da minha vida académica que convivo com jovens com vidas bastantes diferente. Diferentes muito pelos pais que temos. Seja pela educação que os nossos pais nos dão, ou por aquilo que eles nos dão, e até mesmo por quem são.

Estudei um ano numa Universidade Privada, e o resto da minha louca vida académica foi passado em Setúbal, numa Instituição Pública. Reparei que uma situação era recorrente na vida dos diferentes jovens que conheci. Estamos todos à espera que, no final da licenciatura, alguém nos ajude.
"Andamos a estudar para ser operadores de caixa no supermercado."
É verdade! A maior parte das pessoas que nos atendem em qualquer balcão têm formação não equivalente (para não falar que é totalmente desenquadrada) à função exercida. Então andamos todos a tentar fugir desta situação.
"O meu pai é banqueiro, de certeza que me arranja lá qualquer coisa."
"Os meus pais têm esta empresa, então eu estou neste curso para, um dia mais tarde, assumir as rédeas da empresa."
"Uns amigos da minha família já me disseram que me põem nos quadros da fábrica quando terminar o curso."
Estas histórias são repetem-se e existem n exemplos. A verdade é que muitos daqueles que "singram" têm ali um "empurrão".  Esta situação só nos impinge uma coisa na cabeça:
"Sem cunhas, não vais a lado nenhum!"
Eu própria, sou fruto desta situação, tenho o meu trabalho atual, porque tive uma cunha do local onde estagiei. Claro que se não tivesse trabalhado bem, nunca ninguém me recomendaria a ninguém. Mas e se eu não tivesse tido a recomendação que tive?

Muito orgulhosamente posso afirmar que tenho uma carta de recomendação do departamento de Marketing de uma grande empresa.

E muito humildemente afirmo:
"Eu sou filha de um empregado fabril e de uma operadora de supermercado!"
Tenho muito orgulho nos meus queridos pais! Sempre me apoiaram em tudo, mas não me conseguem pôr numa grande empresa...

Sempre tive esta convicção e cada vez é mais firme, de que o mundo é feito de uns grandes peixes, chamam-se tubarões!

Sem referências, recomendações ou cunhas, é um ligeiramente mais complicado... Mas não impossível!







quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Entrevista

Trabalho já há seis anos, o trabalho tem sido sempre com um objetivo: pagar as minhas contas temporárias. Digo temporárias por serem coisas como tirar a carta, estudar e outros objetivos de lazer associados à minha miúda idade.

Agora que tenho um emprego, continuo à procura de algo que se adeque mais a mim, afinal de contas, quero exercer o meu Marketing. Na minha diária caça ao emprego ideal, deparo-me com um anúncio que mereceu toda a minha atenção desperta. Os requesitos incidiam muito na análise de tendências de mercado, a localização da empresa era ótima, um pouco mais perto de casa, mas havia um red flag, "remuneração motivacional". Que tipo de remuneração seria?

Bem, a entrevista não era entrevista, mas uma formação (ou INformação como o senhor tanto repetiu). Conforme o tempo passava, aquela oferta perdia mais e mais atratividade, o cargo descrito em nada coincidia com o anúncio publicado. Definiram o que era um Trader, muito bem o explicaram, mas parece-me que muito mal o exercem. Anunciaram como Trade Marketing, mas assemelho o Trade deles mais dealing, um jogo com o dinheiro dos outros - "Investimentos" - dizia ele.

A verdade é que esta função nada tinha a ver comigo, nem com o meu emprego ideal, há sim diferentes definições e tipos de Traders, mas nesta empresa, era no mínimo insólita, as coisas não estavam a bater certo.

No final daquela INformação, o senhor perguntou a mim e às restantes pessoas na sala as nossas opiniões, no meio do silêncio constrangedor eu verbalizei a minha opinião, por mais que aquela oferta fosse interessante para muitos, para mim não me interessava.

"Não me identifico O anúncio não corresponde ao cargo que  o senhor está a descrever  Obrigada, mas não estou interessada."
 Sou imediatamente arrebatada pelo senhor,

"Sabe menina, eu já tive a sua idade Nunca diga que isto ou aquilo não é para si Na vida, temos que trabalhar As oportunidades surgem muito poucas vezes na vida, e este é o maior erro da sua vida."
A propósito, já mencionei que aquele emprego exigia um período de formação inicial de um mês em que teria que pagar o simbólico valor de 246,00? A minha remuneração motivacional seria um crédito de 5000,00 para eu poder brincar com o dinheiro, fazendo eu, o meu próprio salário. As propostas continuavam a surpreender-me.

Senti-me julgada pela minha idade, ou pela minha aparência de pessoa muito jovem, com pouca experiência de vida. Provavelmente pisei-lhe os calos expressando a minha opinião, provavelmente influenciei também os restantes candidatos. Ninguém aceitou aquela oferta.

Sou uma miúda,  e então? Tendo a noção que ainda tenho muito a aprender no mundo professional, acredito na existência de uma enorme condescendência com o factor da idade na sociedade portuguesa. Sendo que há o velho demais e o novo demais.





Que venha a próxima entrevista!