segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Divagações. Quando comecei o blog...

xxyyxx - About you
Na minha cabeça há cerca de 3 anos


Hoje escrevo os meus pensamentos, exatamente conforme vão surgindo!

Quando comecei o blog…

Melhor!

Quando decidi começar a escrever, era uma miúda de 22 anos com muita coisa na cabeça, muitos pensamentos e tantas, mas tantas divagações… Eu sei que é normal as pessoas pararem no tempo e acontecer aquilo que dizemos ser “olhar para o vazio”, mas a quantidade de vezes que isto me acontecia, e principalmente em público, quando por acaso este “olhar para o vazio” era mais algo como “olhar fixa e constrangedoramente para um desconhecido a pensar que sou uma pessoa muito estranha” e eu sem reparar, eram as minhas divagações viajando de um lado para o outro no meu querido cérebro.

As minhas divagações são como eu, sempre de um lado para o outro, ocupadas, desorganizadas, por vezes, demasiadamente enérgicas e sem dar descanso... Por vezes tornava-se cansativo, eu queria dormir, mas elas simplesmente não me deixavam.
Mas o pior das divagações viajarem desordeiramente na minha cabeça, era a quantidade de divagações que existiam. Caramba! Eram tantas!

Um dia, decidi que não podia deixá-las só para mim, com certeza alguém no mundo poderá querer saber das minhas divagações, eu posso dizer que sempre achei muito interessante, não querendo ser presunçosa… As minhas queridas divagações estavam prontas para emigrar!
Meses passaram, cheguei a 2015, e como se diz “Ano novo, vida nova!”, comecei o blog. Finalmente as divagações davam-se a conhecer ao mundo! Surpreendeu-me imenso ver a aderência e o feedback que me davam a cada post, até que um dia (na semana passada), fiquei ainda mais surpreendida quando sou abordada por um leitor (que eu adoro, muito modestamente, chamar de fã - vou trata-lo por fã durante o resto do post!) dizendo-me que o inspirei.

Espera lá! Eu, inspirei alguém? Deixem-me corrigir. As divagações de uma miúda incrivelmente já não recém licenciada inspiraram alguém?

O meu fã disse-me que o inspirei – INSPIREI UM FÃ!!! - E pediu-me também uma opinião crítica acerca de um pequeno texto que se desafiou a escrever. Não é fantástico?

Aquilo que me deixou mais entusiasmada… Aliás, tudo aquilo me deixou entusiasmada. Esperava encontrar um texto pessoal, até porque se eu o inspirei, possivelmente, o fã teria escrito algo segundo uma direção semelhante àquela que eu dou à Miúda, mas fui presenteada por uma linda história que não tinha nada a ver com nada, era simplesmente uma história muito bem escrita. Adorava partilhar, mas o fã ainda está no anonimato, o que me coloca a mim numa posição privilegiada, sinto que tenho um segredo muito bom e que mais ninguém sabe!
O fã fez-me pensar muito nestes últimos dias, dando-lhe os conselhos e sugestões que me pediu, recordei o bom que é escrever, e porque adoro escrever este blog. Quando comecei o blog, não só quis poder arrumar as minhas ideias, mas combinei também a escrita, algo que sempre gostei, com todas estas ideias e opiniões, que por vezes é difícil de expressar de outra forma.
Quando digo que tenho um blog, a reação é sempre a mesma:
“Tens um blog?”
Com um tom tão acentuadamente surpreso… Fico a pensar se eu faço transparecer a pessoa que sou. O que pode ser assim tão surpreendente de eu escrever um blog? Confesso que adoro conduzir as conversas ao blog, adoro dizer às pessoas que tenho um blog, que escrevo, que escrevi um post… Sinto que estou a ter sucesso em introduzir o que sou naquilo que escrevo.


Hoje quis despejar as minhas divagações aqui no blog, tal como penso, assim o escrevo. Afinal, foi exatamente para isto que iniciei o blog, é também uma forma de evitar olhar constrangedoramente para desconhecidos, sem sequer me aperceber de que o faço, simplesmente por estar a divagar ao mesmo tempo que “olho para o vazio”.

PS.: Às vezes demoro imenso tempo à procura de uma imagem que eu possa enquadrar com o post, desisti de perder imenso tempo nisso, vou começar a pôr imagens de vídeos ou de algo que se enquadre com a música que estou a ouvir. Por norma demoro entre meia a uma hora a escrever um post, e durante esse tempo oiço sempre a mesma música em modo repeat. Sou viciada em música, e vocês?

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Há pessoas que não votam



Num dia de comemoração da Implantação da República, falo sobre pessoas que não votam.

Há, por exemplo, portugueses no estrangeiro, alguns daqueles que tiveram que ir à procura de uma vida melhor, que não votam, sem poder fazer ouvir a sua voz.
Há pessoas que não votam porque não querem, porque "Para quê votar?! Nada vai mudar." ou "Eu sou só uma pessoa, não votar, em nada influencia os resultados." ou "Eu não acredito no voto."... 
n razões pelas quais as pessoas não votam...
Há, desde as 8 horas da manhã às 19 horas, mesas abertas prontas para receber os nossos votos.
Há países, onde a percentagem de abstinência não supera a percentagem de partidos vencedores.
Há pessoas em Portugal, que desistiram do país, portanto não votam.
Há quem considere que votar não é importante, não é relevante...

Algo que se via muito nas redes sociais durante o dia de ontem eram coisas do género "Porque votar não é só um direito, mas sim um dever." E depois, todas aquelas fotos no Instagram e todos aqueles posts no Facebook resultou numa percentagem de abstenção superior à percentagem do partido vencedor.

Portugal adora bater recordes, e nestas legislativas bateu outro!

Abstenção bate recorde em 2015 e fica em 43,07%


Ontem, 43,07% portugueses eram mudos, 43,07% portugueses não tiveram opinião, 43,07% portugueses são pessoas que não votaram, para 43,07% dos portugueses, apesar de um ser um direito, votar não é dever. E de certeza absoluta, que os 43,07% dos portugueses irão dizer nos próximos tempos "Pois, este país..." em tom depreciativo, mas estes 43,07% dos portugueses são pessoas que não votam...

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

365 dias Marketeer!



Faz hoje um ano desde que fiquei licenciada!

Desde que me licenciei, terminei o meu trabalho na IKEA, entrei no meu trabalho como assistente num escritório de advogados, comecei a escrever um blog, procurei exaustivamente o meu dream job, escrevi sobre a minha jornada nesta procura, comecei a trabalhar no meu dream job e agora a umas horas de 29 de setembro, era segunda feira em 2014.

Naquela segunda feira de 2014, eu tinha a apresentação do relatório de estágio dos três meses que passei na AXA como estagiária de Comunicação e Marca. Era o "dia D", era o "agora ou nunca", era o dia em que, se tudo corresse bem, licenciada me tornaria.

Naquela segunda feira, ainda eu dependente de carros emprestados quando precisava de ir um pouco mais longe, tinha a minha apresentação agendada para as 18 horas, mas quis ir mais cedo porque queria ver um pouco da praxe no IPS. Cheguei à faculdade mesmo no final daquele primeiro dia de praxe, conheci alguns caloiros e lembrei-me do meu primeiro dia naquela faculdade. Quando entrei no IPS dizia afincadamente que não ia ser praxada novamente (sim, porque já tinha estado noutra faculdade, onde já tinha sido praxada), acabei por não resistir e lá está... Ganhei no IPS grandes amigos para a vida...

Mas focando!

Conheci alguns caloiros, e depois daquele pequeno momento descontraído fui ter com os meus colegas que também tinham apresentação naquele dia, no bar da escola estive a treinar a apresentação (sim, porque com uma biblioteca com vários aquários disponíveis, porque não treinar no bar da escola?!) assim foi até chegarem as minhas orientadoras de estágio que tanto admiro e respeito, por tanto me terem ensinado e me introduzirem naquele meio empresarial, onde me apaixonei pelo Marketing.

Treinei novamente a apresentação para as minhas orientadoras, naquele nervosismo todo, eu gaguejava, mostrava ansiedade... E elas disseram-me:

"Patrícia, ao ler o teu relatório era impressionante como conseguia ver os teus três meses ali na tua secretária... Foste tu que fizeste o estágio certo?! Não precisas de treinar, sabes o que fizeste!"

Ver a confiança que tinham em mim, que eu própria, naquele momento não estava a ter...

Naquela segunda feira, às 18 horas, junto à sala do tudo ou nada, estava lá o meu professor orientador do estágio com o professor diretor do curso, deram as boas vindas ás minhas orientadoras, fizeram aquele bate-papo normal para quebrar a tensão e disseram-me:

"Patrícia, vamos lá?"

Comecei a apresentação ainda a mostrar nervosismo, tentando lembrar-me das coisas que tinha treinado, quase parecendo um robot sem pilha (sim, porque suponho que um robot com pilhas não gagueje), a gaguês durou cerca de 3 minutos. Depois, decidi ter uma conversa, não fiz uma apresentação formal, conversei sobre aquilo que tinha sido o meu estágio, conversei sobre aquilo que aprendi, conversei sobre aquilo que apreendi e pus em prática, conversei sobre a minha experiência. Foi engraçado ver a cara das minhas orientadoras e dos meus professores, satisfeitos com o que estava a acontecer naquela sala, satisfeitos com o resultado dos últimos três anos de licenciatura, pareciam estar maravilhados, mas eu só ia pular de alegria depois de saber o resultado!

Uma vez concluída a apresentação vieram as perguntas (aquela parte difícil), que mais uma vez foi uma conversa, e correu tudo tão bem... Pediram-me para sair da sala um pouco, passaram cerca de dez minutos, o tempo que deliberaram a minha nota, e eu ali à porta, tentando ouvir o que diziam... Assim que abriram a porta, eu vi na cara de todos, que vinha aí a boa nova:

"17, a Patrícia teve 17, está de parabéns! Não faça qualquer outra coisa que não marketing Patrícia, a Patrícia é isto."

Naquela segunda feira, 29 de setembro de 2014, o mundo ganhou uma nova marketeer!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Pai.



Quando era miúda, acordava-me sempre pelos tornozelos e abanando as minhas pernas de um lado para o outro, quase me partia as pernas pensava eu, que maneira de acordar uma criança esta? "Vamos passear! Levanta-te".

Lembro-me quando me levava à escola, no meu primeiro ano, íamos a pé no meu, na altura não tínhamos um carro, dava-lhe a mão levantando o meu bracinho tão esticadinho, mas tão esticadinho... Parecia um gigante a meu lado.

E quando comprou um carro... Ah o velho Lancia! O carro levava cassetes, ouvíamos clássicos dos anos 80 (hoje em dia encho a boca para dizer que conheço bem as músicas dos anos 80 por causa destas cassetes!). Por esta altura já me levava para a escola de carro, ele lá à frente e eu no banco de trás, tinha a mania que sabia tudo e que usava palavras que gente grande usa, foi no velho Lancia, que tínhamos conversas em que eu trazia o meu discurso mais fluente, ensinou-me que não é "alorgico", mas sim "lógico", não é "bariga" é "barriga", tantos assassinatos à língua portuguesa...

Agora, mesmo com o velho Lancia, ainda não abdicávamos de andar a pé, nem mesmo para ir ao supermercado aqui perto de casa. Andar na rua com ele era como andar de autocarro, toda a gente o conhecia, eram só paragens.... Pessoal da fábrica, onde ele  ele já trabalhava desde adolescente, todos o conhecem.

Quando entrei no quinto ano, ele tornou-se mais sério comigo "Agora já és grandinha!". Ofereceu-me um telemóvel, comprou um Seat... A nossa vida estava a mudar, eu crescia e ele continuava a querer dar-me tudo e tanto trabalhou para isso... Todos os dias ligava-me sempre no ínicio, ao almoço e ao final do dia "Filha, estás bem? Já estás na escola? Já almoçaste? O que é que almoçaste? Já estás a vir para casa?".

Entretanto chegou o dia em que recebeu um prémio, 30 anos a trabalhar naquela fábrica, o trabalho dele estava a ser valorizado!

Na fase final do meu ensino secundário, a fábrica começou a restruturar, já não era preciso ter as pessoas a trabalhar 8 horas por dia... Já não era preciso todas aquelas pessoas a trabalhar na fábrica...

Passaram alguns anos, e a fábrica desistiu, a fábrica desistiu dele. Passaram 2 anos, e Portugal desistiu dele.

O super-homem agora é só o Clark Kent... Deu-me a conhecer música dos anos 80, ensinou-me palavras, educou-me, viu-me crescer, deu-me tudo, mas é já demasiado velho para ser o super-homem. 

Temos tanto para fazer neste país, mas continuamos a ver pessoas a ir embora, há melhor lá ora... Estão pessoas a "apodrecer" neste país.... Ah mas não, temos sempre apresentações quinzenais, ou formações em atendimento, informática ou inglês para ocupar o tempo de vez em quando, mas durante quanto tempo podemos fazer de conta que estas pessoas não passam de um número? De uma taxa? "A taxa dos desempregados em Portugal desceu..." Eles gostam de dizer isto quando desce 0,0000006%... 

Pai.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Uma semana e meia


Na semana passada fiz o meu mini estágio num outro departamento da empresa, Market Research, foi um desafio!
A começar por segunda feira, preparo-me como se fosse para a guerra, descansei bem na noite anterior, comi bem, alimentei-me para ter energia para o que viria e e fui cheia de positivismo. 
Assim que me foi entregue a base com que iria trabalhar e de onde recolheria os dados, fui atacada com uma triste realidade. Sabem quando aprendemos certas coisas na faculdade e só estudamos para as avaliações e assim que as notas são lançadas e vemos "APROVADO", nesse preciso segundo, todo aquele conhecimento aprendido ao longo do semestre não foi apreendido?
 
INFORMÁTICA...

INFORMÁTICA...

INFORMÁTICA...

Grande erro! Excel... Uma enorme barreira a ultrapassar logo no início do projeto, que dependia incrivelmente em boas skills em Excel. Enfim, ultrapassada esta primeira barreira que foi só a segunda feira, no resto da semana tive uma pequena injeção de Market Research,traduzida em Excel, dados, Powerpoint, Excel, dados, Powerpoint, Excel, dados, Powerpoint... Praticamente das 8h às 20h lá estava eu, focada, cheguei até a sonhar com o fórmulas, células, quadros, gráficos... 
Concluí oficialmente o projeto fechado, hoje! Mas não foi fácil, aprendi um pouco mais sobre mim mesma, consigo ver melhor os meus pontos fracos? Às vezes em entrevistas perguntam-nos qualidades e defeitos que nos definem, e não sei se é por o ser humano ser naturalmente muito confiante e narcisista, ou talvez seja só eu, mas é sempre mais difícil dizer os nossos defeitos. Já sei quais são os meus! Por vezes a falta de rigor e também alguma desorganização das minhas ideias, diz que a desorganização é fruto de ser criativa, engraçado como uma qualidade pode trazer um defeito...
 
Assim se passou... Uma semana e meia no meu Dream Job

NOTA: Desenvolvi o gosto ao café, sem café a semana e meia não teria sido a mesma.

domingo, 16 de agosto de 2015

2 weeks in august!

O que tenho andado eu a fazer nas duas primeiras semanas de agosto?

Pois bem...
Foi o primeiro mês com o meu lindo investimento (e que tanto orgulho me dá), o meu novo carro já com os meus cerca de 700 km percorridos, pela cidade de Lisboa e umas mil horas presa no trânsito da adorável 2.ª Circular.
Foi também o meu primeiro mês sem andar de transportes, depois de sei lá quantos anos a ouvir conversas alheias de muito pouco interesse para mim. É um alívio para mim depender unicamente de mim mesma com os meus horários e com o meu transporte privado!
Tenho trabalhado muito no meu querido dream job, já lá vão 6 semanas e continua tudo a correr bem, mas o trabalho continua a crescer! Amanhã tenho um novo desafio no trabalho, irei fazer um mini estágio num outro departamento, Market Research durante uma semana, vamos lá ver como é que me saio, vou cheia de energia!
O ginásio tem sentido saudades minhas, visto que este mês ainda só fui na primeira semana.
Não tenho abdicado do sushi nem um bocadinho!
Provei o melhor café da minha vida (e relembro, eu nem sequer gosto de café).
Fui à praia no dia em que agosto ainda não se fazia passar por inverno.
Muita coisa a querer viajar da minha cabeça para para o blog e eu simplesmente não tenho conseguido tenho dado conta do serviço...
Até o Facebook me diz que as pessoas que seguem a página da Miúda têm sentido a minha falta, não faço nenhuma publicação há algum tempo dizem eles.
Tenho sofrido de um mal muito incómodo chamado bad time management, a sorte é que isto tem uma cura também muito fácil e boa, chamada organização.

Respira Patrícia, respira!

2 semanas no meu Instagram



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Brancos & Pretos, Pretos & Brancos



Na semana passada, no metro, assisti a um momento que me deu assunto para pensar.

Eu estava sentada naqueles bancos de quatro, em que há dois pares de bancos virados um para o outro, e numa das estações entrou um senhor, ele vinha incrivelmente suado e tinha um tom de pele escuro, como se fosse de etnia indiana, notava-se que tinha feito uma boa corrida para conseguir apanhar aquele metro. Assim que entrou, ainda muito acelerado, veio em direção ao banco frente, e com a força do início do andar do metro, o senhor quase caía em cima de mim, eu agarrei-o, perguntei se estava bem e ele pediu desculpas, tudo bem.
A senhora que estava a meu lado, e diretamente em frente ao senhor, encolheu as pernas e empurrou contra si, os seus imensos sacos de compras, de imediato o senhor disse-lhe ironicamente: 
"Oh minha senhora, não se preocupe que eu dou-lhe espaço" 
A senhora: 
"Não, eu é que lhe quero dar espaço, que eu tenho aqui tantas coisas..." 
O senhor insistiu em levar a mal aquilo que acredito que tinha um fundo de genuídade, ele chegou a ser mal educado com a senhora, de tal forma, que ela levantou-se e mudou de lugar. E eu ali, a pensar para mim mesma -  Mas que raio??? Eu acho que há aqui algum tipo de insegurança, mas porquê? Será fruto de toda a discriminação que existe neste país, neste mundo... 

Eu vou falar tal e qual como as coisas são. O meu pai, por exemplo, não gosta nada que eu fale assim, mas para mim existem pretos e brancos, somos todos iguais, mas há pretos e há brancos, eu sou preta! Quando era miúda, na escola, os meninos grandes faziam fila atrás de mim a cantar: 
"Mousse de chocolate alsa!
Musse de chocolate alsa!"
Isto repetidamente, e eu chorava tanto, hoje em dia rio-me, até tem piada, na altura era horrível, mas foi nessa altura que conheci crianças incríveis que me defendiam e hoje em dia são os meus melhores amigos. Mas focando! Poucas vezes na minha vida fui alvo de discriminação por causa da minha cor, mas as vezes que fui, foi por coisas estúpidas como ser criticada por supostamente ser uma "preta armada em branca" (esta eu já ouvi tanto de brancos como de pretos, basicamente quer dizer que tenho a mania, sou Oreo) ou pessoas a torcer o nariz quando me vêm na rua com o meu namorado branco, chegaram até mesmo a dizer-me que dificilmente conseguiria trabalho numa empresa por ser preta e, ainda por cima, usar tranças. Esta última foi dita por um preto. 

Andamos a disparar discriminação para todos os lados, dentro e fora da nossa cultura. Nós, brancos e pretos, pretos e brancos, enchemos a boca para dizer que não há discriminação em Portugal, mas todos os dias existe, porque o preto é arruaceiro e cheira a catinga, mas adoramos Cachupas e Kizombas, porque o asiático só sabe abrir lojas chinesas e extorquir dinheiro fora da terra dele, mas adoramos comida chinesa e japonesa, porque os ciganos são uns porcos mas estamos lá todos nas feiras à procura de um bom achado... 

São infinitos os estereótipos, mas afinal... Somos todos pessoas!