segunda-feira, 14 de março de 2016

Sim?!

Forest Gump - Frank Ocean
Na minha cabeça desde 2012


Há uns dias atrás, tive conhecimento da existência de algo muito interessante, talvez já devesse saber disto, mas enfim… O TED! É uma entidade sem fins lucrativos que tem o mero objetivo de espalhar ideias, “spreading ideas” como eles dizem, basicamente pessoas interessantes, com ideias ou apresentações muito interessantes, fazem uma apresentação merecedora de um 20, numa escala de 1 a 20… Recomendo a todos os que nas suas rotinas da vida têm que fazer muito discurso social/public speaking e até mesmo aos estudantes, para as suas apresentações curriculares.

Bem, isto só para contextualizar.

A primeira apresentação que vi foi da Shoda Rhimes, a criadora de séries como Anatomia de Grey e Scandal, entre outras. No meu scroll down habitual no LinkedIn deparei-me com o vídeo dela, com o título “My year of saying yes to everything” (O meu ano a responder “sim” a tudo), em primeiro lugar, lembrei-me de uma comédia protagonizada pelo Jim Carrey ou Adam Sandler (não sei precisar) em que a personagem principal, por uma magia ou feitiço qualquer, simplesmente não conseguia responder que “não” a absolutamente nada… Acho que tanto no filme como nestes 18 minutos da apresentação da Shonda a falar em como dizer que “sim”, mudou a sua vida, são ensinamentos que devemos apreender. Inspirou-me. (Já agora, tomei a liberdade de a tratar por Shonda, simplesmente Shonda!).

Sem querer estragar-vos a experiência, porque acho que era bom verem o vídeo na íntegra, vou revelar pouco, mas não demais. Relacionei-me muito com a Shonda assim que ela falou num termo chamado “The Hum”, é algo que se relaciona com o teu Dream Job, o meu Dream Job (um termo que eu uso muito e me captou mais o facto da Shonda também ter utilizado no Ted), e muito trabalhares nele, tanto, tanto, mas tanto, que toda eu sou o meu Dream Job, o Dream Job define-me em vez de ser eu a defini-lo, quando digo eu, digo tu, nós, eles, etc. ... Isto não é para dizer que sou um “Ás” no meu Dream Job, ou que não faço mais nada senão trabalhar, é verdade que nos últimos meses, tenho trabalhado mais horas, e por isso tenho tido algumas dificuldades em escrever aqui no meu espaço, mas quando a Shonda me diz “tenho 3 séries, às vezes 4, é responsável por 70 horas de televisão por temporada…” e eu fico do género “eu trabalho, vou ao ginásio, estou com os amigos, estou com o meu namorado e ainda tenho um blog”, bem aqui é quando me repreendo a mim mesma e digo “Patrícia, como assim “AINDA” tens um blog?!” e apetece-me chamar-me alguns nomes ruins, mas…

A realidade é que eu não estou a dominar tudo, na realidade só estou a descurar no blog, não devia ser, eu sei, mas o que quero dizer mesmo, é que, se antigamente num trabalho eu fazia uma hora a mais e ficava tão chateada, hoje em dia, por vezes, chego a fazer uma, duas, três horas a mais, e não me faz comichão, desde que sinta que o trabalho está feito. As coisas mudam… Sei que a falta de comichão se deve muito ao facto de ter meu Dream Job. Mas este Hum que a Shonda me apresentou é algo com que é preciso ter muito, mas muito cuidado, porque eu não sou só trabalho. É muito fácil o trabalho consumir-nos e de repente, puf, fazemos o que sempre quisemos fazer da vida, no então, já não gostamos de como está a correr, eu não faço o trabalho aquilo que é, é o trabalho que acaba por definir quem sou, oq eu faço, etc, etc. …

Atenção, isto não me está a acontecer, mas aconteceu à Shonda. E o conselho que ela me deu é priceless! Se eu disser “sim” a mais situações da minha vida… Se eu perder (ou ganhar) 15 minutos num “sim” na minha vida, em vez de dizer “não” e deixar que o trabalho me consuma, serei, e continuarei a ser, muito mais eu, e não o meu trabalho. Não é que eu diga “não” frequentemente, mas sem dúvida alguma que adoro, mesmo que inconscientemente (mas vou deixar de adorar), dizer que “Ai estou muito cansada, só saí agora do trabalho…” .


Sim?!

Acompanhem-me também no Facebook e Instagram

domingo, 6 de março de 2016

Para sempre.

Let Em' Know - Bryson Tiller
Na minha cabeça há uns meses


O “Para sempre” é aquele final dos filmes e histórias de encantar que desde sempre nos habituaram em várias fases da vida. A mim, tanto me habituaram, que me fizeram não ter medo de algo que fosse “Para sempre”. Pensem comigo!

É fácil imaginar que logo depois de acabarmos os estudos, vamos ficar num trabalho “Para sempre”? Até à reforma, pelo menos… Não! Hoje em dia já não há tal coisa como ficar no mesmo emprego anos, anos e mais anos, vá, ainda pode acontecer, mas não como antes, hoje em dia, trabalhar 5 anos no mesmo sítio, já parece um “Para sempre”…

E as relações… Eu acho que toda a história de encantar que fala de uma bela história de amor termina sempre em “E viveram felizes “Para sempre”… The end!”. Eu estou numa relação há um ano e meio, e sempre que, em conversas menciono que é “Para sempre”, as pessoas têm sempre a tendência a olhar para mim como se eu fosse doida… “Olha esta miúda de 24 anos a dizer que vai ficar numa relação “Para sempre”…” Sou sincera, foi precisamente por este tipo de conversas que me lembrei de escrever isto…

As pessoas têm medo do “Para sempre”, da responsabilidade, ou até mesmo de estabelecer objetivos altos, que possam parecer demasiado altos… Acho que é por medo do incumprimento e da desilusão que daí possa vir.

Mas que desilusões podem surgir assim tão grandes que nos fazem ter medo? 

No trabalho, julgo que seja o facto de andarmos para a frente, avançarmos alguns patamares, e de repente, vermos que afinal não conseguimos, algures na subida, caímos alguns degraus, voltámos ao ponto de partida. Nas relações, é entregarmo-nos e abrirmos suscetibilidades, e de repente, vermos que se calhar não nos devíamos ter deixado o livro assim tão aberto, acabamos por nos fechar a sete copas, não resultou.

São apenas dois exemplos, mas com certeza existem medos de mais “Para sempre’s”.

Eu imagino muito, e para mim, os meus sonhos, ou pelo menos alguns deles, são os meus objetivos, acho que não tenho medo do “Para sempre”, teria medo de um se não estivesse exatamente, numa fase da minha vida, onde quero estar. Claro que não tenho a vida perfeita (tenho uma vida imperfeitamente perfeita), claro que sou nova, claro que não faço a mínima ideia do que virá amanhã, quanto mais num “Para sempre”, mas se imaginar que serão coisas boas, faz de mim uma doida que não se previne ou prepara para a desilusão, dando depois trambolhões e trambolhões ao longo das escadas, ou faz de mim alguém que prefere olhar para um amanhã risonho?! Posso dar um trambolhão, mas levanto-me logo e rio-me, rio-me de mim antes que se riam só de mim. Faz sentido?

Às vezes debato-me se adoto realmente a melhor atitude, diz que pessoas como eu estão muito mais recetivas para a desilusão, esperando, ingenuamente, sempre o bom de tudo… Como é óbvio nem sempre consegui o melhor de tudo, precisamente por ser como sou, já tive também algumas desilusões, mas se não as tivermos, quão forte podemos ser realmente? Às vezes até é bom termos desilusões, porque tornam-nos mais fortes, não nos mata, magoa, aleija, desorienta, mas depois, é suposto deixar-nos mais fortes!

Eu acho que não tenho medo do “Para sempre”, mas quão interessante seria daqui a 10 anos, eu recuperar este texto e ver exatamente como e o que acho deste tema?! Algumas das pessoas que olham para mim (e sei que não me julgam) como se fosse uma doida ingénua, apenas já passaram por algumas coisas na vida, que são diferentes da minha, até pela diferença de idade, mas também eu já passei por algumas coisas na vida, no entanto não descuro a experiência de quem me avisa, de quem olha para mim e possa ver ingenuidade, acho que faz parte…

Sou uma jovem mulher de 24 anos e não abandono a minha ingenuidade e, ou, inocência por nada, mas também sei, e tenho confiança de que sou uma jovem experiente e perspicaz. Escolho, e mais uma vez repetindo, não querer ter medo do “Para sempre”, escolho olhar para o amanhã com um sorriso, em que coisas boas virão, mas os desafios também virão, escolho, tornar-me cada vez mais forte neste “Para sempre”.


E vocês… O que acham de um “Para sempre”?

Acompanhem-me também no Facebook e Instagram

domingo, 27 de dezembro de 2015

A 2016 e diante!

Killing Me Softly - The Fugees
Na minha cabeça desde os anos '90


O.K., um mês sem escrever é vergonhoso, eu sei.

No último mês, tive muito trabalho, fui menos vezes ao ginásio, mas também corri mais ao ar livre, fiz 24 anos e recebi um bolo de gomas pelos meus lindos colegas no meu Dream Job, recebi também umas quantas ternuras do meu namorado. No último mês, fui mimada e desmimada, infelizmente desleixei-me imenso aqui no blog e por isso peço mil desculpas aos que me acompanha nesta jornada d’A Miúda.

Hoje, e visto estarmos cada vez mais próximos de 2016, quis escrever aquilo que quero no meu futuro, acredito que haja uma imensidão de pessoas que faça isto todos os anos, mas nunca foi hábito meu. Acredito que é tão fácil esquecermos aquilo que queremos, e não falo de objetivos, mas exatamente do que queremos, como querer pintar o cabelo de cor-de-rosa ou querer fazer uma tatuagem, etc. …

Decidi fazer o exercício, tentei pensar sem que nada me impedisse, sem qualquer limitação e fiquei surpreendida de apenas ter escrito 11 “queros”. Quão contraditório é eu querer sempre tanto, mas depois, quando realmente tiro este tempo para pensar um pouco, ocorrem-me apenas 11 “queros” e todos tão distantes e diferentes uns dos outros?

Eis a minha ambiciosa lista de “queros”, sem qualquer ordem de importância, são 11, o número do dia do mês em que faço anos:
  1. Quero ir a mais concertos e mais festivais
  2. Quero aprender, e talvez crescer, cada vez mais no meu Dream Job
  3. Quero ir à Tailândia durante, no mínimo, 3 semanas
  4. Quero escrever com (muito) maior assiduidade no blog
  5. Quero conhecer quem me lê
  6. Quero acalmar o meu vício de sushi
  7. Quero sair de casa dos meus pais e ter a minha casa
  8. Quero que o meu carro não trema a partir dos 140 km/h
  9. Quero poder ajudar pessoas… Fazer parte de algum projeto de solidariedade
  10. Quero fazer uma grande festa de aniversário aos 25 anos
  11. Quero ser mãe de, no mínimo, duas crianças

Talvez não faça bem este jogo das resoluções do ano novo, talvez seja pela minha mania e teimosia de fazer as coisas à minha maneira, mas não é tão melhor lembrar o que queremos em vez de objetivos, por vexes sinto que os objetivos nos são impostos, pelo menos muitos deles e desde pequeninos…
“Quando fores grande, vais ser engenheira!”
Isto, dizia-me o meu pai quando eu era criança, fosse do que fosse, podia ser das pedras, das alfaces, mas desde que fosse engenheira, era um objetivo bom que o meu pai me tentou impor, e claro, sem sucesso. Com isto não digo que não devemos traçar objetivo, até porque eu sou a menina dos objetivos e de os cumprir, mas o que nos deixa felizes é fazer, ter e ser o que queremos.

Como disse o grande Raúl Solnado, “Façam o favor de ser felizes!” não só em 2016, mas na vida.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

E já agora, o que queres fazer antes de morrer?

Hello - Adele
Na minha cabeça desde que saiu...


Nos últimos dias tenho pensado bastante sobre o que escrever aqui no blog, tinha dois temas em mente - que não vou revelar, quero guardá-los para mais tarde -, muitas vezes penso no que vou escrever, e a partir daí a minha cabeça não para, habitualmente é-me fácil desenvolver um tema, mas estes estão ainda muito dispersos na minha mente, e não me está a ser fácil organizá-los na escrita.

Entretanto, decidi meditar um pouco, não sei posso chamar ao que faço de meditar, mas é aquilo que faço para relaxar e para me “reagrupar”, é estar no meu quarto, deitada ou sentada na cama a ouvir música, só a ouvir e a cantar música… A música é uma enorme paixão, na realidade, acho que é uma paixão para todos, quem é que vive sem música? Quem vive sem cantarolar no carro ou no banho? Quem não bate o pé ao mínimo som ritmado que se oiça? A música é universal, é natural e sentida de forma diferente para todos, mas toca a todos.

Sempre adorei cantar, tal como escrever ou fazer exercício se torna algo muito terapêutico para mim, cantar torna-se ainda mais terapêutico.

Estando sempre lado a lado, eu e a música, no meu trabalho não consigo estar sem música, aliás, chega mesmo a ser complicado, por vezes, a vontade de cantar atrapalha a minha concentração e muitas vezes a vontade ultrapassa os limites e sai dali um pequeno murmuro – o que não é correto, nem tão pouco profissional! Mas eu sou humana, não sou feita de ferro… Há coisas que não dá para fazer ao mesmo tempo e ouvir músicas com letras chamativas e elaborar planos estratégicos é uma delas.

Enfim, esta semana, aquilo que me inspira para escrever hoje é a mais recente música da Adele. Na minha cabeça, nos meus fones e no meu carro praticamente desde que saiu, tenho cantarolado para trás e para a frente, sem nunca ter prestado grande atenção à letra. É isto que é interessante, e atrevo-me a dizer que mágico na música, uma vez que não é preciso escutar - apenas ouvir - para gostar e realmente desfrutar de uma música. Hoje, na minha sessão terapêutica de música (ok, este este é o nome oficial da minha meditação - Sessão terapêutica de música!) decidi prestar atenção à letra, afinal, se a canto e se não me sai da cabeça, porque não escutar, além de ouvir?!

Portanto a Hello, da Adele, disse-me muito. Eu acho que cada um interpretará à sua maneira e da forma que mais se adequa à sua vida ou a certa fase dela, mas o que esta letra me diz, e me faz pensar, é naquilo que eu preciso, e quero, fazer antes de morrer.

“It's no secret that the both of us are running out of time”

Este verso em particular fez-me lembrar sobre este tema. Esta música está claramente em volta de um telefonema, aquilo que eu vejo neste telefonema é uma chamada do meu Eu de amanhã, para o meu Eu de ontem. Resumidamente, o Eu de amanhã está a ligar para o Eu de há uns tempos atrás, e o Eu de amanhã lamenta… Lamenta não ter feito aquilo que havia prometido ao Eu de ontem, tanta coisa queria ter sido feita antes de morrer, mas passou demasiado tempo… Ficámos sem tempo… Não tentámos o suficiente…

Este discurso parece melodramático e exagerado, mas eu não estou a querer ser negativa, muito pelo contrário! Mas até que ponto não será importante lembrarmo-nos, todos os dias (ou pelo menos regularmente), do que gostaríamos de fazer antes de morrer?

Sim porque a vida é mesmo curta! À minha volta, vejo colegas da minha idade a casar, a ter filhos, a viajar, a fazerem coisas, a fazerem coisas… A concretizar! E ontem… Ontem eu tinha 5 aninhos e tinha acabado de ter o meu primeiro dia de aulas na escola primária, aquele dia em que o meu pai me levou à escola pela primeira vez… Hoje, tenho 23 anos, a um mês de completar 24 anos, e assim, se passaram quase 19 anos… Muito, mas muito rapidamente, como se apenas 24 horas tivessem passado… Eu nem queria ir por este caminho, mas há medida que os anos passam, e atenção, eu sei que ainda sou uma jovem mulher, o tempo passa cada vez mais depressa, e cada vez estamos mais próximos da morte, por isso sim. Eu escolho pensar no que preciso, e quero, fazer antes de morrer…

Antes de morrer (e espero morrer bem, mas bem velhinha) quero ir à Tailândia durante 3 semanas, quero ir à Guiné conhecer as minhas origens e quero cantar num palco uma vez!

Isto é o que me diz a Hello da Adele, e a ti, o que te diz?

E já agora, o que queres fazer antes de morrer?

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Quando era miúda, sonhava ser empregada de balcão

Drake - Crew Love feat. The Weeknd
Na minha cabeça há 1 ano e meio


Quando era miúda, uma miúda de 5 anos, tinha um sonho, um pequeno sonho. Queria ser emprega, mas acho que me fascinava a ideia de falar com pessoas, muitas pessoas diferentes ao longo do dia… Sorrir e servir, era aquilo que eu via acontecer sempre que ia ao café.

Basicamente, queria ser a senhora ali do Pão Quente, todas as manhãs, antes de ir para a escola, a senhora do Pão Quente oferecia-me línguas de veado, eu pedia “Línguas de gato, por favor” e ela sempre me deu as línguas de veado, mas nunca me corrigiu... Dá para acreditar que durante anos eu achei que línguas de veado e línguas de gato eram a mesma coisa?!

Enfim…

Ser empregada de café já era, tinha agora cerca de 10 anos quando decidi que queria ser médica, medicina ia ser o meu futuro, ia seguir o caminho para salvar vidas! Tão facilmente podia trazer uma vida ao mundo, como também poderia salvar uma vida, fosse por uma doença, ou por um acidente… Acho que era aquela responsabilidade que teria sobre a vida que me atraía, o impacto que teria na vida daquelas pessoas e até mesmo das suas famílias. Esta profissão já não seria incomum na minha família, a minha avó Vitória, mãe do meu pai, tinha sido médica. Nunca conheci a minha avó, morreu antes de nascer, mas ouvi tantas histórias dela, tenho a ideia que ela era um verdadeiro pilar na minha família, mesmo não a conhecendo, queria ser como ela. Queria ser médica, tal e qual a minha avó Vitória!

O.K.!

Agora, aos 14 anos, altura de testes psicotécnicos, supostamente muito elucidativos para escolher o percurso académico dali em diante. Sinceramente, não me lembro quais foram os meus resultados, mas lembro-me bem da insistência dos professores quanto às opções dos agrupamentos no Ensino Secundário, levaram-me a crer que a melhor opção seria o agrupamento de Ciências e Tecnologias, era “O mais difícil”, mas “O que dava para tudo”… Eu sabia que queria ser médica, e para isso, tinha que marcar encontro com a Biologia e a Físico-química nos seguintes anos da minha vida.

Aos 16 anos, já no décimo primeiro ano, a minha cabeça mudou, a minha vida escolar mudou, bem como vida social, a anterior aluna de 4’s e 5’s (e também 3 a educação física) era agora uma aluna de 13’s, poucos 14’s e uns quantos 12’s, sabia que para entrar em Medicina não estava a fazer o melhor trabalho do mundo, distraí-me com a novidade da nova escola, novas pessoas, mas também novas exigências, fui descuidada! De qualquer das formas, como disse, a minha cabeça mudou, já não queria ser médica. Agora, queria ser psicóloga!

A fase em que quis ser psicóloga não foi nada bem aceite pelos meus pais, lembro-me de quando disse à minha mãe, vi tristeza e preocupação nos olhos dela…
“Oh filha… Tens a certeza? É uma profissão que não está nada bem… Vais ter muitas dificuldades em arranjar emprego.”
A minha mãe é linda, é a mulher mais forte e trabalhadora que conheço, amo-a e respeito-a tanto… Mas o futuro é meu, a Patrícia de 16 anos sabia ouvir, mas sabia seguir as suas ideias, o que ela queria, o que ela sonhava...

Entretanto, tanto sonho, tanto sonho, e aos 17 anos, chegou a altura de dar o tudo por tudo. Eram os exames nacionais! Na altura, fiz exame a Matemática, Biologia e Geologia, Física e Química e Português. Senti-me confiante em todos, exepto Matemática, eu tinha a certeza que teria que repetir o exame na segunda fase. A maior das minhas surpresas nesse ano foi ter passado a Matemática, e ter chumbado em Física e Química, não só na primeira fase, mas repeti a proeza na segunda, e última fase.
“Oh não! Não, não, não e NÃO! Chumbei a Física e Química!”
Mal sabia eu, que este pequeno percalço na minha vida ia fazer mudar por completo aquilo que eu queria para o meu futuro, os meus sonhos mudara outra vez… Agora era certo que aos 17 anos não ia terminar o Ensino Secundário e não ia para a faculdade naquele ano como muitos dos meus amigos… Desta, não estava, de todo, à espera!

Nesse ano comecei a trabalhar a sério, o meu primeiro trabalho foi como empregada de balcão numa loja de gomas! O meu sonho de infância concretizou-se! Trabalhei no coração de Lisboa, no Chiado. Amo tanto o Chiado…

Neste trabalho, lidei muito com pessoas, portugueses, ingleses, espanhóis, franceses… Foi nesta altura, na transição dos 17 para os 18 anos que a miúda descobriu outro sonho. A miúda queria ser gestora!

Assim que passei a Física e Química, candidatei-me ao Ensino Superior, entrei em Gestão de Empresas, fiz um aninho daquilo, e guess what?! A miúda descobriu outro sonho, a miúda queria ser Marketeer!


P.S.: Quando comecei a escrever este post, estava a pensar escrever simplesmente sobre quando somos crianças, as coisas que queremos ser, astronautas, veterinários, médicos, cabeleireiros, n coisas… Chego ao fim, e não sei bem o que transpareci mais: 1) sou uma pessoa incrivelmente indecisa e que muda de ideias constantemente; 2) todos os caminhos vão dar a Marketing.
Escolho a opção c) a vida dá muitas voltas!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Divagações. Quando comecei o blog...

xxyyxx - About you
Na minha cabeça há cerca de 3 anos


Hoje escrevo os meus pensamentos, exatamente conforme vão surgindo!

Quando comecei o blog…

Melhor!

Quando decidi começar a escrever, era uma miúda de 22 anos com muita coisa na cabeça, muitos pensamentos e tantas, mas tantas divagações… Eu sei que é normal as pessoas pararem no tempo e acontecer aquilo que dizemos ser “olhar para o vazio”, mas a quantidade de vezes que isto me acontecia, e principalmente em público, quando por acaso este “olhar para o vazio” era mais algo como “olhar fixa e constrangedoramente para um desconhecido a pensar que sou uma pessoa muito estranha” e eu sem reparar, eram as minhas divagações viajando de um lado para o outro no meu querido cérebro.

As minhas divagações são como eu, sempre de um lado para o outro, ocupadas, desorganizadas, por vezes, demasiadamente enérgicas e sem dar descanso... Por vezes tornava-se cansativo, eu queria dormir, mas elas simplesmente não me deixavam.
Mas o pior das divagações viajarem desordeiramente na minha cabeça, era a quantidade de divagações que existiam. Caramba! Eram tantas!

Um dia, decidi que não podia deixá-las só para mim, com certeza alguém no mundo poderá querer saber das minhas divagações, eu posso dizer que sempre achei muito interessante, não querendo ser presunçosa… As minhas queridas divagações estavam prontas para emigrar!
Meses passaram, cheguei a 2015, e como se diz “Ano novo, vida nova!”, comecei o blog. Finalmente as divagações davam-se a conhecer ao mundo! Surpreendeu-me imenso ver a aderência e o feedback que me davam a cada post, até que um dia (na semana passada), fiquei ainda mais surpreendida quando sou abordada por um leitor (que eu adoro, muito modestamente, chamar de fã - vou trata-lo por fã durante o resto do post!) dizendo-me que o inspirei.

Espera lá! Eu, inspirei alguém? Deixem-me corrigir. As divagações de uma miúda incrivelmente já não recém licenciada inspiraram alguém?

O meu fã disse-me que o inspirei – INSPIREI UM FÃ!!! - E pediu-me também uma opinião crítica acerca de um pequeno texto que se desafiou a escrever. Não é fantástico?

Aquilo que me deixou mais entusiasmada… Aliás, tudo aquilo me deixou entusiasmada. Esperava encontrar um texto pessoal, até porque se eu o inspirei, possivelmente, o fã teria escrito algo segundo uma direção semelhante àquela que eu dou à Miúda, mas fui presenteada por uma linda história que não tinha nada a ver com nada, era simplesmente uma história muito bem escrita. Adorava partilhar, mas o fã ainda está no anonimato, o que me coloca a mim numa posição privilegiada, sinto que tenho um segredo muito bom e que mais ninguém sabe!
O fã fez-me pensar muito nestes últimos dias, dando-lhe os conselhos e sugestões que me pediu, recordei o bom que é escrever, e porque adoro escrever este blog. Quando comecei o blog, não só quis poder arrumar as minhas ideias, mas combinei também a escrita, algo que sempre gostei, com todas estas ideias e opiniões, que por vezes é difícil de expressar de outra forma.
Quando digo que tenho um blog, a reação é sempre a mesma:
“Tens um blog?”
Com um tom tão acentuadamente surpreso… Fico a pensar se eu faço transparecer a pessoa que sou. O que pode ser assim tão surpreendente de eu escrever um blog? Confesso que adoro conduzir as conversas ao blog, adoro dizer às pessoas que tenho um blog, que escrevo, que escrevi um post… Sinto que estou a ter sucesso em introduzir o que sou naquilo que escrevo.


Hoje quis despejar as minhas divagações aqui no blog, tal como penso, assim o escrevo. Afinal, foi exatamente para isto que iniciei o blog, é também uma forma de evitar olhar constrangedoramente para desconhecidos, sem sequer me aperceber de que o faço, simplesmente por estar a divagar ao mesmo tempo que “olho para o vazio”.

PS.: Às vezes demoro imenso tempo à procura de uma imagem que eu possa enquadrar com o post, desisti de perder imenso tempo nisso, vou começar a pôr imagens de vídeos ou de algo que se enquadre com a música que estou a ouvir. Por norma demoro entre meia a uma hora a escrever um post, e durante esse tempo oiço sempre a mesma música em modo repeat. Sou viciada em música, e vocês?

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Há pessoas que não votam



Num dia de comemoração da Implantação da República, falo sobre pessoas que não votam.

Há, por exemplo, portugueses no estrangeiro, alguns daqueles que tiveram que ir à procura de uma vida melhor, que não votam, sem poder fazer ouvir a sua voz.
Há pessoas que não votam porque não querem, porque "Para quê votar?! Nada vai mudar." ou "Eu sou só uma pessoa, não votar, em nada influencia os resultados." ou "Eu não acredito no voto."... 
n razões pelas quais as pessoas não votam...
Há, desde as 8 horas da manhã às 19 horas, mesas abertas prontas para receber os nossos votos.
Há países, onde a percentagem de abstinência não supera a percentagem de partidos vencedores.
Há pessoas em Portugal, que desistiram do país, portanto não votam.
Há quem considere que votar não é importante, não é relevante...

Algo que se via muito nas redes sociais durante o dia de ontem eram coisas do género "Porque votar não é só um direito, mas sim um dever." E depois, todas aquelas fotos no Instagram e todos aqueles posts no Facebook resultou numa percentagem de abstenção superior à percentagem do partido vencedor.

Portugal adora bater recordes, e nestas legislativas bateu outro!

Abstenção bate recorde em 2015 e fica em 43,07%


Ontem, 43,07% portugueses eram mudos, 43,07% portugueses não tiveram opinião, 43,07% portugueses são pessoas que não votaram, para 43,07% dos portugueses, apesar de um ser um direito, votar não é dever. E de certeza absoluta, que os 43,07% dos portugueses irão dizer nos próximos tempos "Pois, este país..." em tom depreciativo, mas estes 43,07% dos portugueses são pessoas que não votam...