domingo, 7 de agosto de 2016

Por este mundo do blog eu vejo...

Limbo - mishlawi
Na minha cabeça há 2 meses


Esta semana andei a ler posts antigos do meu blog. Acho super engraçado "ler-me" e ver o impacto que algumas decisões tiveram em mim.

Há uns tempos, li um post de uma blogger que falava um pouco das dificuldades e medos de se ser blogger e, obviamente, fez-me pensar nos meus medos quando decidi criar o blog.

No início, tinha acabado de terminar o meu estagio curricular que marcava o final do meu querido curso em Marketing, e como só conseguia pensar na questão de "Agora é que é Patrícia! Como é que vai ser agora para arranjar trabalho?!" e o resto é toda a história que marca o início do blog.

Com isto, veio o medo de não conseguir atualizar o blog com regularidade - bem, aqui admito, este erro tornou-se tão realidade, a minha assiduidade ao longo deste ano foi um pouco fraca - não conseguir arranjar conteúdo, e principalmente, não conseguir ter alguém que se interessasse pelo meu blog.

Afinal de contas, o meu objetivo nunca foi escrever somente para mim, se assim fosse, acho que escrevia somente um diário - uma prática minha desde pequena, mas que fui abandonando de há uns anos para cá - o meu objetivo era e é, de facto, partilhar histórias e perspetivas, e com isso, espero sempre ter alguma interação do outro lado... Do vosso lado. 

Toda esta minha sede de querer ter a vossa interação comigo, fez-me, durante um período muito curto de tempo, procurar saber o que é que tinham alguns blogs que eram mais comentados e visitados que o meu, e quis replicar. Havia e continua a haver posts com títulos sonantes e atrativos como "A minha semana num post" ou "Top 5 de o que quer que seja de alguma forma sonante o suficiente para clicar", e isto acabou por me influenciar. Cheguei a fazer uma pequena adaptação com o post "O metro numa semana", algo de que não me arrependo, ri-me ao relembrar alguns dos acontecimentos, mas é do género "NINGUÉM QUER SABER".

Bem, eu se fosse a pessoa do outro lado, não quereria saber.

Cheguei a fazer algum stalking em alguns blogs, admito, comentando blogs que poderiam não ser tanto aquilo que procuro, eu procuro blogs com alguma profundidade de conteúdo, blogs com histórias (pessoais, fictícias ou de outrém), blogs com perspetivas, no fundo, blogs diferentes dos mais comuns, que não sendo maus de todo, apenas estão num saco gigante e já muito saturado. Posso dar exemplos, são eles blogs de moda, lifestyle, etc. Ainda assim, há muitos destes que gosto de acompanhar, mas são mesmo poucos os que se diferenciam, há muitos "O que está na minha whishlist" ou "Qual o melhor protetor para o teu cabelo este verão?", por mais que gosto de acompanhar, é-me bastante difícil identificar-me principalmente com este, eu uso tranças e a mim isso não se aplica. Este é o meu segundo verão com blog, e a repetição de temas é incrível, principalmente neste tópico dos cremes, bronzeadores e tudo isso.

Por outro lado, a coisa boa dos blogs, é mesmo que há muitas pessoas nesta blogosfera e é tão bom navegar e ler pessoas, é um grande livro que não se compra, está online todos os dias, inspira e faz-me pensar sobre tanta coisa...

Enfim, isto para dizer que haverá sempre medo, medo de não conseguir cumprir com um compromisso, qualquer pessoa que inicia um blog público, está a assumir esse compromisso, e deverá haver uma responsabilidade, mas ao mesmo tempo, trata-se do nosso espaço de escrita, o nosso espaço que decidimos criar sem que ninguém nos ordenasse, é simplesmente uma coisa boa, para sermos nós e sermos livres.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

No. 3 A Miúda no YouTube

Vê aqui o meu último vídeo.

Neste vídeo faço um pequeno apelo a quem quiser fazer parte de um projeto de voluntariado junto de instituições ou lares com deficientes e velhos. É realmente um projeto que quero abraçar. Juntem-se a mim e interessados que enviem email para amiudasempreaandar@gmail.com. Tenho já algumas ideias para partilhar.

P.S.: Ainda não sei bem o chamar, é vlog ou posso dizer simplesmente vídeo? A vida é tão mais simples quando não nos limitamos com "o que é que é mais correto dizer? Assim ou Assado?" 

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sábado, 30 de julho de 2016

Impotentes. Microcefalia e Lisencefalia

Come and See Me - PARTYNEXTDOOR
Na minha cabeça há uns meses

Quando era criança, quis ser médica. Queria ser heroína, mas hoje em dia vejo que um médico é ordinário e não herói, muitas vezes impotente.

Em 2016, continuam a existir doenças cuja cura ou solução são incontornáveis pela ciência, como por exemplo a história de uma mulher estar grávida durante os habituais 9 meses e ninguém se aperceber que algo de muito errado se passa com o bebé.

Esta é a história de uma familiar minha. É horrível e toca-me bastante. É revoltante saber que a tecnologia evolui, a ciência evolui e ainda assim, sermos surpreendidos com terríveis notícias.
A Lia é uma menina linda de 20 meses e foi diagnosticada com microcefalia - doença em que tamanho da cabeça é consideravelmente mais pequeno do que seria suposto - e lisencefalia - o cérebro da Lia apresenta uma ausência das circunvoluções normais do cérebro.

Durante os 9 mesinhos que esteve na barriguinha da mãe, por mais estranho que pareça, ninguém se apercebeu de algo fora do normal com a Lia.

Lá está, não somos heróis e os médicos também não, em certas coisas, somos impotentes.

Foi só quando a Lia nasceu, que médicos perceberam e deram a terrível notícia aos pais, de que a Lia é muito deficiente, que não ouvirá, não verá, não falará e não andará… Para terminar o choque, foi ainda dito que a pequena Lia viveria por muito pouco tempo.

Que dor é esta que imagino… Não posso sentir nem um quarto do que os pais da Lia possam ter sentido ao ouvir isto, é um bebé… O bebé deles, a criança cujo futuro já teriam imaginado, que parece desmoronar assim, de um momento para o outro.
Imagino muito o “E se fosse comigo”… Quem me conhece sabe bem o meu desejo de ser mãe no futuro, e sei, apesar de não poder prever nada, o difícil que seria para mim esta situação. É de facto horrível.

Se fosse comigo, tentaria ao máximo não desistir.
Se fosse comigo, pediria ajuda a quem me é próximo, amigos, família…
Se fosse comigo, contava com a ajuda de quem quer que seja que me possa ajudar.
Se fosse comigo, fazia por ser forte pela minha filha e lutar sempre.

Não é comigo, mas serei aquela pessoa que ajuda como pode e por isso aqui estou agora… A pedir a vossa ajuda e de quem puder de qualquer forma, ajudar a Lia e família.

Os tratamentos são muito, mas muito caros, e é com muita terapia que a Lia poderá vir a ter uma vida melhor… Qualquer criança que venha ao mundo merece a oportunidade de viver uma vida certo? CERTO!

Podem ajudar contribuindo monetariamente, podem ajudar partilhando o caso da Lia e podem ajudar com muito positivismo.

Podem estar a pensar: “Porquê ajudar a Lia e não outras pessoas que tenham doenças igualmente complicadas e com tratamentos igualmente caros?”

Para mim, uma pessoa não salva o mundo mas de pequenas coisas se fazem as grandes, este caso é próximo de mim e não poderia ficar indiferente, peço apenas que ajudem como puderem a princesa Lia.

Conheçam melhor a Lia aqui, e nesta mesma página, podem partilhar ou fazer uma contribuição (são todas bem vindas, mesmo que seja de 0,01€).


Obrigada.

domingo, 24 de julho de 2016

Senti(n)do de (o) humor

Don't let me down - The Chainsmokers
Na minha cabeça há 2 meses

O sentido de humor é das formas mais básicas de falar livremente e de forma espontânea, é algo que surge, é algo em que, ou somos nós que fazemos uma piada, ou aceitamos/recusamos uma piada. Sentido de humor, não é maldade e não é bullying, se for é porque não sentido de humor.

Sentido de humor é, por vezes arriscar, sentindo a “plateia”, é preciso saber o que dizer e o que não dizer, no momento certo… Medir a sensibilidade da coisa, pode, muitas vezes, ser considerado algo de mau tom, mas não suposto, afinal de contas, é só sentido de humor. O ponto-chave é: “Se não tens nada de bom para dizer, não digas nada.” A minha querida mãe sempre me disse isto, também adoro roubar-lhe a citação, nem sempre obedecendo, gosto imenso de falar e por vezes o meu cérebro envia as palavras para a minha boca antes mesmo de pôr o pé no travão. Isto já não é espontaneidade, é precipitação, mas existe sempre a palavra “desculpa” recuperar este tipo de situações, afinal de contas, ninguém é perfeito certo?

Todos os dias, vejo o sentido de humor nas pessoas, e acho absolutamente fantástico, porque vejo pessoas, não só a sorrir, mas a rir, e o riso é tão contagioso... Vejo em momentos no trabalho, vejo em momentos com amigos, vejo quando vou ao bar ou refeitório, vejo quando vou ao supermercado… É engraçado, por vezes, encontrar-mos estas coisas que acontecem na vida do dia-a-dia normal de uma pessoa, e não nos apercebemos no impacto que tem, eu pelo menos arrisco-me a dizer que tem um impacto forte, pois deixa as pessoas mais bem-dispostas, certo?

É sempre bom ver as pessoas bem-dispostas, porque brincam ou abraçam os seus sentidos de humor, é sempre bom não nos levarmos tão a sério, mesmo que sejamos pessoas sérias.

Para mim, um ótimo exemplo disso é o meu pai. Quando me perguntam como é o meu pai, acho sempre piada descrever com a palavra “austero” (aprendi esta palavra no sétimo ano, numa aula de português enquanto líamos um dos livros obrigatórios, e lembro-me perfeitamente da professora estar a descrever a palavra e eu simplesmente pensar “É O MEU PAI!!!”, desde então, eu descrevo “austero” como “o meu pai”). Sou a primeira filha do meu pai e, pelas histórias que oiço da minha família, assim que o meu pai soube que ia ter uma filha, mudou completamente, tornando-se num homem muito mais sério e obstinado. Ele sempre teve uma enorme proteção para comigo, e sempre quis manter aquela figura de pai autoritário e respeitável, quase que temível (o objetivo era de facto que eu tivesse uma educação disciplinada e regrada, e assim foi), mas eu sei, que é um homem muito sério, e que se leva muito a sério (talvez até demais), mas sabe-me sempre tão bem quando lhe arranco gargalhadas, quando o ponho a rir… Neste sentido somos completamente diferentes, eu sempre a brincar e o meu pai sempre sério, mas sabe bem quebrar isso de vez em quando.

Problema de comunicação. É o fruto de quando as pessoas não se entendem, é frustrante até. Ultimamente tem-me acontecido com algumas vezes, posso adaptar-me e moldar-me aos outros, mas também não quero mudar como sou...

É por causa desta questão do problema de comunicação que digo que, por vezes, o sentido de humor é arriscar, porque as pessoas podem estar em polares diferentes do espectro e simplesmente não se entenderem, ou então, as pessoas podem simplesmente não estar para aí viradas, ou então, tocaste num ponto sensível que as outras pessoas não vão apreciar, ou então, repetiste demasiadas vezes a mesma piada e escalaste-a, e as outras pessoas simplesmente fartam, entre mil e um outros exemplos diferentes. É curioso algo tão simples, poder gerar um problema.

Para mim, a solução deste pequeno problema, será sempre, não sendo palhaços, não nos levarmos tão a sério e desfrutar todos aqueles pequenos momentos, ao longo do dia, que nos fazem sorrir e até mesmo rir, principalmente às segundas-feiras, esse dia tão difícil logo depois de um fim de semana.

Termino este post como já terminei antes outro, e com uma citação que todos nós gostamos:

“Façam o favor de ser felizes!”
Raúl Solnado

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terça-feira, 12 de julho de 2016

Deficientes & Velhos

Dontcha - The Internet
Na minha cabeça há 2 anos


Há coisas que me ultrapassam.

Um ambiente ideal é aquele em que te sentes bem, em que te sentes tu e em que te fazem, ou faz, sentir bem. Existe um ambiente confortável, aquele em que estás, apenas sendo, existindo, um ambiente diferente para nós, em que de alguma forma nos sentimos fora da nossa zona de conforto, existe um ambiente não propício para ninguém, em que não te enquadras.

Existem pessoas que não se enquadram, seja num grupo de pessoas, na escola, no trabalho, na sociedade… Mas facilmente podemos sair deste funk ou não? Acaba por ser uma questão de personalidade ou postura para muitos de nós certo? É-nos fácil mudar, se não tivermos uma força maior que nos impeça, somos livres de nos adaptar e deixar-nos estar confortáveis ou então, simplesmente mudar, certo?

Acredito, que para nós (quando digo nós, falo de nós, pessoas que se adaptam e mudam consoante o ambiente que nos rodeia), seja fácil, relativamente fácil talvez, mas tenho uma grande questão que me faz pensar no que raio se passa neste país e noutros países em que certas coisas acontecem.

Deficientes e velhos não têm lugar nesta sociedade.

Vejo, deficientes (e vou dizer assim, pois é aquela palavra meio tabu, que nem eu própria sei se devo mesmo dizer, também me sinto um pouco desconfortável, mas facilmente me adapto, se existe a palavra, é porque é algo real) e velhos largados na sociedade.

LARGADOS!

Realço aqui esta palavra porque é o que sinto que acontece, vejo deficientes a limpar ruas, ou a fazer trabalho de jardinagem, whatever, sinto que não o fazem porque os preencha, mas sim porque lá os largaram, como se não tivessem um propósito nesta terra, como se não tivessem lugar nesta sociedade, como se não tivessem outras vontades, tenho a certeza que terão, e não digo que não possam ter vontade de ver as nossas ruas mais limpas, mas aquilo que eu vejo regularmente, e principalmente perto de onde trabalho, é um autocarro chegar, cheio de deficientes, largando-os lá, para fazerem a apanha do lixo, cortar as ervas daninhas, varrer as folhas mortas, etc. Sei que não é a sua vontade, porque vejo as suas caras de “OK, mandaram-me fazer isto, vou fazer”, quase como se não soubessem sequer que podem fazer uma objeção a isso, talvez não saibam, mas faz-me imensa confusão ver isto…

Nos lares ou instituições similares, estão os velhos e/ou outras pessoas incapacitadas. Os horários de visita são sempre muito complicados, e são bastante reduzidos, algo que no início, é um período muito complicado de adaptação para os velhos e seus familiares, mas todas aquelas horas em que não têm visitas, em grande parte destas instituições, os velhos estão a dormir, ou a ver TV, de vez em quando há uma atividade ou outra, mas não será, com certeza a forma mais dinâmica de ocupar estes velhos. Isto também me faz confusão…

Faz-me confusão termos recursos e não os usarmos, faz-me confusão largarmos os deficientes assim, e largarmos os velhos assim!

Existe um curso, super engraçado, chamado é Animação e Intervenção Socio-cultural (no Instituto Politécnico de Setúbal, na Escola Superior de Educação, é precisamente este o nome da licenciatura, para o caso de estarem interessados, contrariamente ao que muitos pensam, não é um curso só para a palhaçada, tem muito mais do que isso), portanto eu sei que temos pessoas formadas para poderem dar motivação, ânimo, ocupações, etc. a deficientes e velhos. Então, porque raio os estamos a largar?

Existem pessoas que se voluntariam para animarem, desenvolver atividades, pôr estas pessoas a mexer, pôr estas pessoas com um propósito nesta terra. Então, porque raio os estamos a largar? Passa a ser uma das minhas resoluções! Este ano e no futuro! Recuso-me a olhar para isto assim.

O meu chefe a ler isto, com certeza diria “Lá está a Patrícia sindicalista outra vez!”, às vezes tenho disto, mas o que estou a dizer faz sentido ou não?

Quantos deficientes e velhos não vêm na terra de uma forma que parece que não têm propósito, ou que parece que não têm direito como nós, pessoas que facilmente se adaptam ou mudam, a procurar ou ter algo na vida que os mova ou motive?


Assim termino, vou continuar a pensar nisto e procurar formas de entrar no sistema, não vou ser sindicalista, mas uma ajuda ou outra não custa certo? Não me custará com certeza procurar formas de enquadrar estas pessoas na sociedade certo? Acredito que não!

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

New stuff, new sensations

Unforgetful - Tory Lanez
Na minha cabeça há umas semanas

Quando publicas um novo vídeo e morres de medo do feedback...
Just beeing honest! I'm terrifyied!
Não sei se não tentar.
Só sei, porque tento.
Na vida devemos experimentar, para saber o que não gostamos.

Vejam o novo vídeo aqui, para quem não me conhece... Conheçam agora um pouco de mim!

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

#1 vídeo d'A Miúda no YouTube

Patrícia desde 1991


YouTube description:

Blogger n'A Miúda sempre a andar tenta fazer o seu primeiro vídeo.

Este é o meu novo desafio, esta sou eu em draft, começando a aprender a fazer um vídeo, aprender a editar um vídeo, aprender a dar-me a conhecer através de um vídeo.

Um "peço desculpa" à utilização dos óculos, mas tal como disse, isto foi completamente random, e tinha ainda dúvidas de que seguiria em frente com a publicação deste draft.

Um "peço desculpa" à má qualidade, mas o meu telemóvel não está ainda ao standard do HD da vida real.

Um "peço desculpa" ao tempo, porque não sou ninguém para vos prender durante 7 minutos, mas se conseguir manter o vosso interesse por 7 minutos...Obrigadíssima! :)

Um "peço desculpa" à edição, pois vi 5 minutos de "How to edit a video with Windows Movie Maker", mas até me safei bem não? Estive 3 horas nisto, nem eu acredito... x)

Fico a aguardar ansiosamente os vossos pensamentos, ideias, criticas, tudooo!

Mil beijinhooooss :)

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